quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Autólise estreia amanhã!


Estréia nesta sexta, 22 de outubro, às 20h, o espetáculo de dança contemporânea Autólise. Vencedor do edital Yanka Rudza, o solo do ator e dançarino Thiago Enoque encara a dança como ação política e faz uma crítica ao consumismo desenfreado. O espetáculo segue em cartaz até o dia 07 de novembro, sempre às 20h, no Espaço Kryacura.

A performance acontecerá em um casarão no centro da cidade, com instalações nos diversos cantos da casa representando ambientes celulares. Para compor esses ambientes serão utilizados sons, imagens e objetos que devem configurar um grande ambiente celular, ou mesmo uma galeria de arte. O performer Thiago Enoque desenvolverá ações, “células-performances”, distribuídas pelo espaço interagindo com o público.

Autólise, segundo a biologia, é o efeito de destruição da célula por suas próprias enzimas, o que gera um processo de auto-ingestão, auto-consumo. O espetáculo busca através da dança contemporânea e de instalações artísticas levar o público a ver nas macro-estruturas sociais o mesmo processo de destruição que ocorre nas micro-estruturas celulares.  


Serviço:
O que: AUTÓLISE - Espetáculo de Dança Contemporânea
Onde: Espaço KriyaCura_ Rua Democrata, nº 21. Dois de Julho. Centro
Quando: 22, 23,24, 29,30 e 31/10, às 20h.
Quanto: R$ 8,00 (inteira) e R$ 4,00 (meia)
Realização: CiaObcena

sábado, 16 de outubro de 2010

DO ENSAIO ABERTO II

                                                                               




Olá amados,
inundo-me de emoção ao ver o que realizamos ontem.
ao ver para onde apontamos.
nosso grau de intimidade.
cumplicidade.

Inunda-me ver que o mundo das ideias existe,
na materialização.

inunda-me acreditar,
que nos custa pouquÍssimos para irmos mais além.

lindo tudo o que fizemos.

todos nossos detalhes.
toda memória que, por mais fragmentada que estivesse,
já referenciava-nos uns aos outros.



                             FOTO - ANDRÉS MURILLO

suspensões.
texturas.
temperaturas.
cores.
ação.
som.
música.              
maquiagem/figurino.                           

a desativação.
desarticulação.
articulada.
fragmentada.

moldes.
monstros.

rsrs

de pequenos detalhes à sensações gigantescas.

emoção!
emoção!
emoção!

como é bom respirar com vcs!

transborda-me a felicidade nesta cumunhão.
neste nosso meditar.

de fato...
feto,
somente entre amados.


por Thiago Enoque

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

GRATUITO - Autólise faz ensaio aberto ao público


Acontece no dia 15 de outubro, às 10h, no Espaço Kryacura, o segundo ensaio aberto do espetáculo Autólise. O ator e dançarino Thiago Enoque irá apresentar o resultado do processo de criação de sua performance solo, ganhadora do edital Yanka Rudzka de apoio à montagem de espetáculos de dança. Realizado pela CiaObcena, o espetáculo se pauta nas premissas do corpo como vitrine e na dança como ação política. Autólise será um ambiente-celular, uma galeria de arte na qual exposições e performances acontecerão, e a atmosfera transitará entre vitrines de exposições belas e grotescas.

Serviço:
Oque? 2ª Ensaio aberto do espetáculo de dança contemporânea Autólise
Quando? 15 de outubro, às 10h.
Onde? Espaço KriyaCura - Rua Democrata, nº 21. Dois de Julho. Centro.
Quanto? Gratuita

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

MEMÓRIAS GENÉTICAS

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2007





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2008

  

CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Cia ObCena de Artes

Cia ObCena de Artes, nascida em 2010, é possivelmente uma TAZ, uma Zona Autônoma Temporária. No tempo das colisões e pressões. No tempo em que a entropia gritar. Fazer avançar numa miscelânea de auto-quebras brotos e mais brotos de arte, a semear de modo eroticamente absurdo, assim como Sísifo, uma pedra a descer rolando a montanha, feito arte a cair ribanceira, tudo, tudo, tudo...criação abaixo!

 

A germinar!

Sem apego!

Sem pudor!

E sem moral!

Imoral!

Uma imoralidade de Artes!

ObCênicas.

ASSIM ME EMOCIONA ZARATUSTRA

ASSIM FALOU ZARATUSTRA:

“...revelação no sentido de que inopinadamente, com indizível segurança e profundidade, algo se manifeste, se faça sentir, e agite e abale, até o mais profundo, simplesmente descreve a consistência do fato. Sente-se – não se procura; toma-se imperioso um pensamento sem dilação – jamais tive eu possibilidade de escolha.”
“Um arrebatamento cuja tensão se resolve numa crise de lágrimas, e durante o passo ora involuntariamente treme, ora se torna lento, uma perfeita extrinsecação com a mais distinta consciência de infinitos calafrios sutis e tremores até a ponta dos pés; uma profundidade de alegria na qual o que existe de mais doloroso e mais escuro não age como contraste, mas como uma tinta, exigida e necessári a, em tamanha exuberância de luz; um instinto de condições rítmicas estendido sobre o grande espaço das formas (o comprimento, a necessidade de um ritmo mais amplo, é como a medida para a força da expressão, uma espécie de compensação pela sua pressão e sua tensão).”

Contextualizar-mos-nos

Entendo que no exercício de pensar contextualmente, não há como evitar o olhar para si, isto porque, ao perceber-se contextual, as implicações no “si” não são exclusivas ou referentes a um único sujeito, mas são familiares às de diversos outros.  Tal compreensão é contaminada do modo performativo de pensar sujeito/corpo e sociedade/política, pois “a performatividade significa não só o modo de se apresentar no mundo, mas a própria constituição epistemológica de um tipo de mundo” (SETENTA, 2008:32). Este é um fazer implicado no ato da construção da fala/discurso em primeira pessoa. Um posicionamento político, uma conduta. Passa por impressões de um momento, circunstância que percebo em dimensões da nossa contemporaneidade: alto fluxo de informações, a especialização, a sociedade de consumo cada vez mais ditadora de regras e divergências sociais, enfim, das implicações dos fazeres nos diversos ambientes de relações estabelecidas nos espaços de troca, no trânsito das informações configurando-se diante dos acordos que ocorrem entre sujeitos.


Thiago Enoque Sabiá